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Por causa da crise hídrica, IAT proíbe pesca nos rios do Paraná

Pesca foi proibida em rios que são de responsabilidade do estado, para proteger espécies de peixes afetadas pela seca. Veja a lista de rios.

Postado em 28/05/2020 às 14:50 |

(Foto: Divulgação SEDEST)

Uma portaria publicada pelo Instituto Água e Terra (IAT), antigo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) proíbe a partir desta quarta-feira (27) a pesca em diferentes modalidades em águas continentais do Paraná, por conta da crise hídrica que o estado enfrenta. A iniciativa visa proteger as espécies de peixes, em especial as existentes nos rios afetados pela seca. O retorno da pesca será permitido quando os rios atingirem a cota hídrica para dispersão de cardumes e navegabilidade.

De acordo com o documento, fica proibida a pesca nas bacias dos rios que são de responsabilidade do estado. São eles: Ivaí, Piquiri, Cinzas, Tibagi, Pirapó, Laranjinha, São Francisco Falso e Verdadeiro, Jordão e todos seus afluentes diretos. A portaria não vale para o Rio Paraná. “A baixa vazão dos rios facilita a pesca furtiva, a predação e a extração de peixes jovens e adultos reprodutores”, explica o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Márcio Nunes. 

Segundo ele, a conservação da biodiversidade da ictiofauna é essencial para a evolução e para a manutenção dos sistemas necessários à sobrevivência e reprodução das diferentes espécies. 

EXCEÇÃO – Fica excluída da restrição a pesca artesanal praticada por pescadores filiados à colônia Z-17 de Porto Ubá, no trecho do Rio Ivaí demarcado em aproximadamente 110 km, entre a ponte da rodovia BR 369, que liga São Pedro a São João do Ivaí até o Porto de Areia de Ivaiporã. 

PENALIDADES - Os infratores que desrespeitarem estão sujeitos às penalidades previstas na Lei federal nº 9.605/98 e demais dispositivos que regulam a atividade pesqueira. A multa varia de R$ 700,00 por pescador e mais R$ 20,00 por quilo ou unidade de peixe pescado, além do perdimento dos petrechos. 

FISCALIZAÇÃO - Fiscais do Instituto Água e Terra, da Polícia Ambiental, Civil e Militar irão reforçar a fiscalização para garantir que não ocorra descumprimento da Portaria.

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