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Estimulo

Estudos apontam soluções para retomada econômica do Paraná

Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação prevê investimento da ordem de R$ 60 milhões

Postado em 15/09/2020 às 22:24

O estudo aponta para quatro eixos estratégicos e 12 programas. (Foto: Agência Estadual de Notícias)

Pesquisadores das universidades estaduais de Londrina (UEL), de Ponta Grossa (UEPG) e do Norte do Paraná (UENP) desenvolveram três estudos identificando aspectos estratégicos para estimular a recuperação econômica em todo o território paranaense.

As pesquisas foram usadas como subsídio para a elaboração da Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, proposta pela Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Governo do Estado do Paraná (Seti), com previsão de investimento de R$ 60 milhões.

Aldo Nelson Bona/Titular do Tecnologia e Ensino Superior do Governo do Estado do Paraná

Retomada

Esses trabalhos comprovam o papel central das universidades estaduais na retomada gradual e responsável da atividade econômica em todo o Paraná, no período pós-pandemia

Aldo Nelson Bona/Titular do Tecnologia e Ensino Superior do Governo do Estado do Paraná

Ele ressalta que as pesquisas contribuem para uma aproximação entre a comunidade universitária e o setor produtivo empresarial, visando menor retração financeira dos negócios. 

O primeiro estudo aborda a estrutura produtiva do Paraná e a identificação de setores estratégicos para a recuperação econômica. Segundo os autores, os professores Umberto Antonio Sesso Filho (UEL) e Paulo Rogério Alves Brene (UENP), o trabalho foi desenvolvido a partir de uma base de dados e análises já em progresso, que conta com a colaboração e coautoria de uma rede de pesquisadores de várias instituições de ensino superior. 

O segundo trabalho, de autoria dos professores Augusta Pelinski Raiher e Alysson Luiz Stege, ambos da UEPG, apresenta um relatório sobre as aglomerações industriais e do setor de serviços nas microrregiões paranaenses. 

Já a terceira pesquisa, elaborada pelos mesmos autores, além do professor Alex Sander Souza do Carmo, também da UEPG, faz uma análise comparativa da inserção internacional dos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, no período de 2015 a 2019. 

 POLÍTICA ESTADUAL – A Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação prevê um aporte de recursos financeiros da ordem de R$ 60 milhões, entre investimento, custeio e pessoal, a serem aplicados em quatro eixos estratégicos (Universidade – Empresa; Inovação para Micro e Pequenas Empresas (MPEs); Universidade 5.0; e Desenvolvimento Regional Focado em Inovação) e 12 programas (Vortech PR; HUBi; Nampe; Tecnova PR; Inovagente; Paraná M@ker; Prime; Unicidades; Universidade + Solidária; Anel de Conectividade e Inovação; Paraná Mais Orgânico; e Nossa Gente Tech). 

RETOMADA ECONÔMICA – Independente da Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, que propõe ações para o período pós-pandemia, o Governo do Estado tem implementado uma série de medidas para a retomada gradual e responsável da economia. Entre os incentivos para as atividades, o Executivo Estadual criou o selo Made in Paraná, com a finalidade de estimular o consumo regional e recuperar perdas sociais e financeiras decorrentes da interrupção dos negócios. 

O Governo do Paraná também lançou um programa de estímulo aos Arranjos Produtivos Locais (APLs), aglomerados de empresas e incentivo à geração de emprego a partir da execução de obras públicas e privadas. Foram disponibilizadas ainda linhas de financiamento para o enfrentamento da pandemia, que somam R$ 1 bilhão, para atender empreendedores de todos os portes, inclusive os microempreendedores individuais (MEIs) e profissionais autônomos, por meio do programa Recupera Paraná. 

Essas linhas de crédito são operacionalizados pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e pela Fomento Paraná, agente financeiro vinculado diretamente ao Estado. O executivo também promoveu a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) para 270 mil micros e pequenas empresas.

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