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Com aumento nas vendas, fábricas de bicicletas encaram falta de peças

Aumento nas vendas dobrou em mais de dois meses.

Postado em 29/09/2020 às 07:05

O plano de dobrar a capacidade até outubro esbarra na falta de matéria prima. (Foto: Reprodução/Grupo Giro Livre )

Com o mercado aquecido e um aumento expressivo nas vendas de bicicletas, as montadoras sofrem por um problema inusitado: a falta de peças. A pandemia inflou os números num mercado que já vinha em alta.

Quem não tinha uma bike decidiu comprar uma para ir trabalhar ou para fazer uma atividade física sem risco de aglomeração. Quem já tinha, foi atrás de um modelo mais novo.

E as montadoras se viram de uma hora para outra com uma demanda pela qual não estavam esperando. Salatiel Dias conta que o aumento nas vendas em sua loja bateu a casa de 100% em mais de dois meses.

“Em junho, julho, passou de 100%. Em agosto, também atingiu um patamar muito próximo disso”, conta ele.

O que freou esta corrida por bicicletas foi a falta de peças. As indústrias nacionais reduziram a produção por causa da pandemia e importar ficou mais pesado por causa da alta do dólar.

“A falta de produtos foi muito grande e um dos principais principais problemas. Talvez, se não fosse por isso, as vendas teriam sido até maiores”, declarou Dias.

Apesar das dificuldades em conseguir fornecedores, a empresa contratou mais gente e não para de receber pedidos. Ele afirma receber, todos os dias, pedidos de clientes de todo o Brasil, em busca de fornecedores de várias marcas.

Em outra montadora, de Sarandi, a mesma situação. A empresa contratou 137 funcionários, os últimos assinaram contrato esta semana, diz o empresário Rodrigo Leão. A empresa também está crescendo bastante. Mas o plano de dobrar a capacidade até outubro esbarra na falta de matéria prima.

“Em maio, iniciamos um processo de aumento em nossa produção e, até aqui, atingimos um patamar de crescimento de 50% em nosso faturamento. Nossa dificuldade agora em chegar no 100% está justamente nisso (a falta de matéria prima). Como toda uma cadeia produtiva ficou parada, a exemplos de indústrias de aço, ferro e alumínio, acabou não suprindo toda a capacidade normal”, explicou.

A empresa está buscando negociar pedidos para conseguir as peças e montar as bicicletas.

Ouça a reportagem completa na CBN Maringá. 

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