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Tecnologia

Paraná lidera produtividade no setor de tecnologia

Estado também teve o maior aumento no faturamento do setor em 2019, mostra a pesquisa Tech Report 2020

Postado em 15/08/2020 às 08:49

A produtividade do setor no Paraná chegou a R$ 90 mil no ano passado, valor bem acima da média brasileira, de R$ 52 mil (Foto: Agência Estadual de Notícias)

O Paraná liderou a produtividade e foi o estado que mais aumentou o faturamento do setor de tecnologia em 2019, ultrapassando estados com tradição na área, como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. É o que mostra a pesquisa Tech Report 2020, da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) e da empresa de big data Neoway. O estudo, lançado nesta semana, traz um panorama do setor em Santa Catarina, incluindo também informações sobre o desenvolvimento da área no País.

As 19,6 mil empresas de Tecnologia da Informação (TI) do Paraná faturaram, no ano passado, R$ 21,2 bilhões, valor que ficou abaixo apenas do estado de São Paulo, que concentra quase metade das empresas do setor. Enquanto na média nacional houve queda no faturamento, o Paraná apresentou o melhor desempenho do País, com crescimento de 25,6% com relação ao ano anterior. 

Na pesquisa, o índice de produtividade na área de TI, que o Estado também lidera, é calculado considerando a razão entre o faturamento médio e a média de colaboradores por empresa. Com isso, a produtividade do setor no Paraná chegou a R$ 90 mil no ano passado, valor bem acima da média brasileira, de R$ 52 mil, e de Santa Catarina, que vem na segunda posição, com R$ 77 mil. 

Carlos Massa Ratinho Junior/Governador

Inovação

É um orgulho para o Paraná acompanhar o desenvolvimento da área de inovação e tecnologia, com um setor pujante que se destaca no cenário nacional. Já não é possível pensar em outros segmentos da economia, como o comércio, a indústria e o agronegócio, sem a participação do setor, que se mostrou ainda mais essencial neste momento de pandemia.

Carlos Massa Ratinho Junior/Governador

Ele destaca que o Governo do Estado trabalha para impulsionar a área de TI com iniciativas que incluem facilidades de crédito, capacitação de novos profissionais e ampliação da conectividade em todo o território paranaense. “Estamos trazendo a inovação para dentro da administração pública e colocamos o Estado como parceiro do setor. Queremos avançar para tornar o Paraná o estado mais moderno do Brasil”, ressalta. 

EMPREGOS – O estudo mostra também que Paraná foi o segundo estado com o maior crescimento no número empregos na área, com base nos dados disponibilizado até 2018. Entre 2017 e 2018, houve incremento de 15,5% nos postos de trabalho, passando de 37,8 mil para 43,7 mil empregados nas empresas de base tecnológica. O índice é inferior apenas ao da Bahia, que aumentou 20,6% no período. 

Mesmo com o crescimento, ainda há um deficit de profissionais capacitados para atuarem na área tecnológica, afirma Adriano Krzyuy, presidente da Assespro-Paraná – Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação. “Enquanto há demissões em outros setores, tínhamos, até antes da pandemia, de 10 mil a 12 mil vagas em aberto no Estado”, explica. “A área é um alicerce para outros segmentos, como o agronegócio, a indústria 4.0 e o comércio, com o suporte ao delivery e à manutenção de estoques, e necessita de trabalhadores capacitados, o que ainda está em falta”, afirma.   

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 2017 havia 144 turmas em oito cursos universitários ligados à área de TI no Paraná. Mesmo com a oferta de 46 mil vagas naquele ano, a falta de interesse pela área e a evasão são ainda muito altas, com cerca de 15 mil ingressantes e nem 4 mil concluintes. 

O Governo do Estado atua para mudar esta realidade, afirma o superintendente-geral de Inovação, Henrique Domakoski. “Estamos com projetos para ampliar a capacitação, principalmente de jovens, na área de TI, com a criação de cursos para jovens que vivem em áreas de vulnerabilidade, oferta de disciplinas de programação já no ensino médio e fortalecimento das universidades estaduais, que são importantes centros de formação em todas as regiões”, explica. “É um setor de interesse, porque além da necessidade de suprir esse deficit de vagas, ele demanda uma mão de obra qualificada, com alto valor agregado”, destaca. 

Outras iniciativas, como os hackathons promovidos pelo Governo do Estado, também ajudam a fomentar a cultura de inovação. Um destaque é o Pense Agro, que está com as inscrições abertas até o próximo domingo (16) e busca alternativas inovadoras para serem aplicadas no Ensino Técnico Agrícola Estadual. É o primeiro passo para a implantação da Escola Agrícola 4.0, que também tem a inovação como base de ensino. Os estudantes dos 19 colégios agrícolas do Estado são o principal público-alvo da maratona.


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