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Coronavírus

Projeto Covid da UEM implementa triagem diária na cadeia de Cianorte

Cuidados especiais – Um ambulatório separado para Covid-19 também foi montado dentro da cadeia de Cianorte

Postado em 11/09/2020 às 14:33

Apoio é fundamental para manter ambiente livre da Covid-19 (Foto: Assessoria Comunicação)

Uma enfermeira e uma técnica de enfermagem foram disponibilizadas pelo projeto “UEM no combate ao coronavírus” para atender na Cadeia Pública de Cianorte. Com o efetivo enxuto, o apoio das bolsistas tem sido muito importante para evitar casos da Covid-19 entre os detentos.

O projeto coordenado pela UEM é uma ação financiada pela Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná (FA), em parceria com a Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e a Secretaria de Estado da Saúde (SESA). 

Para o chefe das cadeias pública da região de Umuarama, Geraldo Andrade, este apoio foi fundamental para que casos de Covid-19 não entrassem nestes locais. “Não tínhamos ninguém para fazer este trabalho de triagem e conscientização tanto junto aos detentos quanto aos profissionais que ali trabalham, além de advogados, que receberam a liberação para circular dentro das cadeias”. 

A professora do Departamento de Design e Moda, do câmpus da UEM, em Cianorte, Anelise Dalberto, é uma das coordenadoras do projeto no município. Ela explicou que as bolsistas foram responsáveis por implementar todo um protocolo de segurança. “Elas fazem a triagem diária de todas as pessoas que entram, além de todos internos”. 

Anelise Dalberto/Professora do Departamento de Design e Moda, e reitora do câmpus da UEM

Monitoramento

Elas auxiliam o médico quando necessário e construíram uma rotina de monitoramento da saúde de todos que estão ali

Anelise Dalberto/Professora do Departamento de Design e Moda, e reitora do câmpus da UEM

Cuidados especiais – Um ambulatório separado para Covid-19 também foi montado dentro da cadeia de Cianorte. “Quando uma pessoa é detida, primeiro, fica em quarentena em um espaço reservado para depois se juntar aos demais”, explicou Anelise. “Até hoje, nenhum caso de Covid-19 foi registrado ali dentro”, comemorou.

A enfermeira Wana Fehlauer está há quase dois meses como bolsistas na cadeia de Cianorte, disse que se sente satisfeita com os avanços e rotinas criados por lá. “No começo, houve dúvidas por parte do todos que trabalham ali, em relação ao trabalho. Mas, hoje, todos, no geral, estão muito adaptados com nossa rotina de medição de pressão, aferição de temperatura e gostam. Acredito que se sentem cuidados”, declarou a bolsista, que acrescentou que, em princípio, a triagem era feita apenas com os novos detentos e com as pessoas de fora que chegavam ao local, mas, hoje, a rotina é diária. 

“Nesta rotina de exames descobrimos doenças hereditárias, que alguns detentos nem sabiam que tinham; ou seja, acabamos fazendo um trabalho de saúde preventiva e encaminhamos alguns para especialistas”, lembrou Wana. 

A enfermeira também contou que, quando algum detento tem algum tipo de sintoma como febre ou tosse, já é logo isolado e monitorado. “Neste cenário de medos e incertezas que o coronavírus trouxe, saber que você está ajudando outras pessoas é muito gratificante. Quando eu jurei ser enfermeira, jurei de coração, era aquilo que eu queria. E, aqui dentro da cadeia, acabamos tendo um outro olhar, descobrimos um outro ponto de vista, vemos as carências e necessidades deles e nos sentimos bem porque podemos ajudar, podemos melhorar a vida das pessoas aqui dentro”, finaliza a bolsista que completa 10 anos de enfermagem e atua, atualmente, com a técnica em enfermagem, Larissa Ferreira Dias. 

Para a pró-reitora de Extensão e Cultura da UEM, Débora de Mello Sant’ Ana, o apoio ao sistema de cadeias públicas é um exemplo prático da execução de ações de extensão universitária. “Vemos como podemos contribuir em ambientes que, muitas vezes, nem imaginamos. A extensão pressupõe esta troca, de um lado as bolsistas conhecendo novas realidades e aprendendo com a prática vivenciada e, de outro, a comunidade aprendendo com o conhecimento científico e alterando sua forma de se organizar. Mesmo em tempos de pandemia, é possível aprender e fazer a diferença”, comemora a professora.


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